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“E qualquer que receber em meu nome uma criança, tal como esta, a mim me recebe.” Mateus 18:5 (ACF)

Em todo o mundo, milhares de crianças vivem em situações de vulnerabilidade imensa. Conflitos armados, fome, abuso, negligência, abandono, tráfico, pobreza extrema e instabilidade familiar são apenas algumas das crises que ameaçam e destroem a infância de nossas crianças. O povo de Deus não pode permanecer em silêncio, para viver a centralidade em Cristo Jesus é preciso ser comprometido com o espiritual, ético e social. A crise das crianças é, também, uma crise do nosso compromisso cristão. É nesse contexto que surge a importância do Dia de Oração pelas Crianças em Crise, uma mobilização espiritual, sensibilidade social e engajamento cristão.

Ao orarmos pelas crianças em crise, reconhecemos que somente Jesus pode trazer a cura completa e real, pois Ele é a salvação da humanidade. A oração não é omissão, mas uma poderosa forma de ação espiritual, pois gera transformação, milagres, sustenta os que servem e prepara o coração da Igreja para agir com compaixão.

Jesus em todo o seu ministério reforça esse amor dizendo: “Quem recebe uma criança, em meu nome, a mim me recebe” (Mateus 18:5). Ele não apenas abençoava as crianças, mas as colocava como modelo de fé e pureza para os adultos e Ignorar este sofrimento é ignorar o próprio Cristo. Em Mateus 19:14, Ele ordena: “Deixai os pequeninos e não os estorveis de vir a mim, porque dos tais é o reino dos céus.” Para as Igrejas Batistas, que historicamente investem em ministérios como o Culto Infantil, Mensageiras do Rei, Embaixadores do Rei e Uniões de adolescentes e jovens, o cuidado com as crianças é parte do discipulado bíblico.

O papel da Igreja: cuidar, proteger e levar a esperança

Orar é também se dispor a ser resposta de oração e deve bem mais que um momento litúrgico, Tiago nos lembra que “A fé sem obras é morta” (Tiago 2:17). Nossas orações devem nos levar à ação prática, como Igreja podemos e devemos:

• Apoiar projetos missionários e sociais voltados à infância;

• Investir em educação cristã, discipulado infantil e atividades seguras em nossas comunidades;

• Apoiar ministérios que atuam diretamente com crianças em risco;

• Desenvolver projetos sociais comunitários dentro das igrejas locais;

• Conscientizar a igreja sobre os direitos e a proteção da infância;

• Capacitar líderes e professores para atuarem com sensibilidade e responsabilidade.

Neste dia de oração – e ao longo de todo o ano – somos convidados a relembrar que investir na infância é investir na Igreja de hoje e na transformação da sociedade, pois crianças cuidadas, amadas e discipuladas se tornam cheios do Espírito Santos, missionários comprometidos e os líderes maduros do amanhã.

Nossa teologia, nosso compromisso com a Palavra e nossa missão nos convocam a agir com fé e amor, abrindo os olhos, o coração e as mãos, para sermos a Igreja que ora, que ama, que serve. Que cada criança em crise, por meio da nossa intercessão e ação, encontre um caminho de cura, esperança e vida plena em Jesus.