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Nos três fins de semana consecutivos — 7 a 9, 14 a 16 e 21 a 23 — a UFMBF realizou o seu Congresso Estadual da MCM, um encontro cuidadosamente dividido em três etapas para permitir a maior participação possível das mulheres de todo o estado.
O tema escolhido para este ano, “Minha Vida de Discípula”, ecoou em cada momento. Guiado pela divisa bíblica de 1 Timóteo 4:16 — “Cuide de você mesmo e tenha cuidado com o que ensina. Continue fazendo isso, pois assim você salvará tanto você mesmo como os que o escutam” —, o congresso foi mais do que uma reunião: foi um chamado à reflexão profunda, ao compromisso pessoal e ao discipulado genuíno.

A organização pensou num formato equilibrado: manhãs reservadas à espiritualidade íntima e tarde dedicada à comunhão e ao aprendizado. Durante as manhãs, funcionou o “Vida na Vida”, um momento de oração e partilha da Palavra em grupos pequenos (PGMs), com o objetivo de fomentar o acolhimento e a proximidade entre as mulheres. A meta era clara: inspirar cada congressista a levar essas práticas de cuidado mútuo para suas próprias MCMs, construindo um ambiente de solidariedade e confiança.

À tarde, a agenda se desenrolou com atividades variadas: sessões de “Conexão e Palavra”, “Café com Propósito”, “O Mergulho das Discípulas-Plenas” e “Minha Vida, Meu Louvor”, este último coroado pela apresentação do coral do Congresso. A banda Soma, por sua vez, conduziu os momentos de louvor, ajudando a elevar o espírito e a unir corações.

As preleções foram distribuídas entre várias líderes e pastores: Elvira Gonçalves Rangel, Eliete Celestino dos Santos Rodrigues, Marlene Baltazar da Nóbrega Gomes, M.M. Edna Teixeira da Cunha Carvalho, Pr. Wellington da Cunha Waldhelm e Pr. Diego Juliano Bravim. Cada uma trouxe à tona aspectos essenciais da vida de discípula — seja na fé cotidiana, na missão, no ensino ou no cuidado com os outros.

Mas o congresso não se limitou ao crescimento espiritual; ele também se concretizou em gesto prático. As participantes confeccionaram colchas que foram doadas a idosos residentes no Lar Batista, traduzindo a fé em compaixão. Esse gesto mostrou que ser discípula também significa servir, acolher e envolver-se com a comunidade.

Ao longo dos três finais de semana, o Congresso da MCM da UFMBF foi mais do que um programa de palestras e louvor: foi um tempo de vivência real de discípulado. A estrutura em etapas ajudou a incluir mulheres que, de outra forma, poderiam não comparecer, fortalecendo a ideia de que este é um movimento para todas.

O “Vida na Vida” talvez tenha sido o momento mais profundo: pequenos grupos onde lágrimas, risos, orações e partilhas abriram espaço para a transformação. A oração não ficou restrita ao altar — ela foi levada para os lares, para as redes sociais, para as visitas.

E o coro, com “Minha Vida, Meu Louvor”, não apenas elevou vozes, mas uniu histórias. Cada mulher que cantou sabia que, mais do que músicas, estavam entoando sua própria jornada de fé.

Em um mundo onde o tempo é escasso e as demandas são muitas, organizar um congresso tão bem pensado — dividido conscientemente para facilitar o acesso — é um ato de sabedoria e amor. A divisa de 1 Timóteo 4:16, escolhida para guiar o tema, serviu como bússola espiritual para cada participante: o cuidado pessoal e o zelo pelo ensino bíblico não são detalhes periféricos — são centrais para o discipulado autêntico.

O Congresso da MCM da UFMBF foi, portanto, um convite: a cada mulher presente, foi lembrado que minha vida é valiosa para Deus, que meu louvor importa, e que meu discipulado tem impacto

Rodrigo Zambrotti | Pastor e Jornalista